Tuesday, January 02, 2007

Em uma correria contra o aposento calmo e tranqüilo aniquilava o falar leve e pasmo para retomar uma atitude plena (era a alusão ao tal auto-controle, ao controle de tudo, por mais q a vida caminhasse invisivelmente por entre as cômodas da sala).

Thursday, October 19, 2006



Como se a glote fosse se fechar a qualquer instante, apalpar em dor o corpo frio na desgraça da casa entulhada de outros passados, de vidas comuns.
Não suportava o medo de seguir contra a mesma tragédia familiar.
A atividade q nunca seria minha, destrinchar o alimento na hora da ceia, fomentar meus próprios ideais como crença incontestável a meus filhos.
Diminutiva a força doentia q o agarrava a outros elos, evidenciando q não estaria são longe da febre convulsa q o aniquilava, não havia apego a nada q não fosse os restos depositados sobre a mesa, sobre o mesmo chão q permanecia.Na fome urraria direitos aos próximos, chamando o nome da mãe em voz humana, como se só dor não lhe bastasse. (precisava haver a piedade nos olhos de outro)
Como se meus sentimentos satisfizessem uma exclusão, uma noção parcial da verdade, do espaço q no escuro era mais um corte. Essa perspectiva de se debruçar no escuro, ora tenso ora denso, não era a vista turva q cedia ao corpo, a cólera recente se formando ao medo. Excedem por veias, vasos, por fora era uma conta sem expectativa, um interesse em criar uma estória elucidada, como se faltasse lembranças, varias orações q foram-se em chamas, pervertendo lençóis, cartas...
Onde meu abastecimento viveria preso, precisava do ruído q fosse, importando os limites de desejo, de uma carência dos mesmos esforços.
mas o cotidiano daquelas medidas, por mais q seguras estavam soltas.aonde?
De onde aguardaria o desespero leve da perdição da casa, dos contrastes?
Estava próximo, mas recolhia os segredos mesmo sendo esta a parte q faltava para o andamento ou a decisão da pausa.
Para quem não sabia, não havia ali, nada ou outra coisa q se criasse apego.nem os gregos viriam lutar por tão pouca terra.
Acreditava q era desenvolvimento humano a (r)educação para com o sentido forte do que era palavra, mas primeiramente não existia filosofia, nem metafísica, tudo era uma categoria de imaginação para um o grito de socorro. não socorria.

Wednesday, September 13, 2006

Monday, May 15, 2006

já tocavam baladas fortes quando nao esperavas por nada, cada termo de ir embora e partir segundo retas...
Era outra forma de mudar de bar, outra menina e uns incensos pra criar vertigem.
Aquela velha esperança de tudo se arrumar pode derreter num tranqüilizante, na porta de casa.
As matemáticas gráficas em sequenciaçoes terceirizadas, as ligações, uma frieza e eu adormeço num instante
Poesia de vida é objeto nunca alcançado como algo esquerdo e direto, di versos e prosas egoístas naquele outro doce que nao embala ciclos de dor e ira q se desencadeiam abaixo do equador, aquela ferida antiga q trocam por ai faltando pedaços.
Alcoólatras já nao tremem mais, as putas programadas já acalmam com carinhos públicos.
Trocando pernas ergue tua ancora do bar e segue na chuva dos táxis, nas molduras dos prédios da noite crescida.O garrote esquecido no braço aperta é o pescoço, o colarinho largo do terno.

Friday, March 17, 2006

"Amigos morrem,
as ruas morrem,
as casas morrem.
Os homens se amparam em retratos.
Ou no coraçao dos outros homens."



ferreira gullar

Thursday, March 16, 2006

"O homem está na cidade
como uma coisa está em outra
e a cidade está no homem
que está em outra cidade
/.../
a cidade está no homem
quase como a árvore voa
no pássaro que a deixa"



ferreira gullar

Wednesday, March 15, 2006

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por entulhos e mensagens
pela rua, na garagem
um auto despista
a greve:
É dia de rodizio em Sao Paulo.